E a carne novamente foi cortada. O novo rasgo profundo e largo, fazendo o seu caminho por entre as entranhas sem vida. O objeto destruiu o seu caminho à dentro, e explodiu em sua saída; porém mesmo assim nenhuma gota de sangue dali fora retirada.
Qual é o máximo de ferimentos que um corpo pode ter antes que toda a vida local chegue a inércia? Antes que tudo se torne insignificante e, cada ferimento deixe de ser ligado as terminações elétricas que produzem a dor. Qual será o limite da dor, do sofrimento, da inconstância do desapego?
E a cada novo 5 segundos do recomeço, sento e ali permaneço. O ciclo já não me interessa mais, nem mesmo os novos horizontes ali prometidos. A casa já está vazia, assim como a última garrafa de bebida alcoólica do mundo. O copo que uma vez já foi o centro do mundo agora não passa de apenas um objeto imundo.
Fecho os olhos e desmaio. Em segundos pulo fora da realidade, do mundo tocável. Mas mesmo fora deste as emoções ainda continuam, e a cada rua deste cérebro a dor se torna mais real do que a própria consciência universal. E assim a dúvida final ataca, apunhalando como se a sua existência depende-se disso:
- Qual será o limite mensurável do universo, quanta dor poderá ter existido no momento de sua criação para que tudo e todos que foram gerados dele sofressem tanto?
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sábado, 18 de janeiro de 2014
domingo, 22 de setembro de 2013
Ode à nostalgia.
Mantenha junto a ti todos os meus sorrisos, e toda minha força. Me mantenha viva em sua mente, mesmo que neste momento eu seja apenas carne se esvaindo e ossos aparecendo. E toda vez que você perder o chão e sentir o vento te circular, volte na memória ao exato instante que eu te ensinei que estabilidade é algo incerto e monótono, e que a vida deve ser aproveitava sem ter os pés fixos no chão ao embalar de uma rede.
Me guarde como eu fui em vida, e não ao final dela. Sempre serei o exemplo de persistência e superação, mas ás vezes o vidro que separa o forte do fraco pode ser atingido por um beijo de escarro da vida. Mas acima de tudo, se ame forte como eu sempre te amei. Com cada palavra de afeto ou palavrão. Com toda tristeza e solidão. A vida não é bela aos olhos de ninguém, ela só se torna tolerável quando você cria a sua própria visão.
Por isso não lhe peço que me veja em cada esquina à luz do luar, mas apenas naquelas noites especiais banhadas pelo aroma de damas-da-noite ao desabrochar. Não se obrigue a gostar de café além do aroma que era típico da minha casa, apenas me guarde num lugar especial no seu olfato como aquele confortável perfume de nostalgia. Guarde para mim todos os beijos, que um dia eu voltarei. Não como vida, talvez como exemplo de depressão. Mas um dia eu garanto que eu voltarei para alterar o seu mundo e te ensinar uma nova visão.
Me guarde como eu fui em vida, e não ao final dela. Sempre serei o exemplo de persistência e superação, mas ás vezes o vidro que separa o forte do fraco pode ser atingido por um beijo de escarro da vida. Mas acima de tudo, se ame forte como eu sempre te amei. Com cada palavra de afeto ou palavrão. Com toda tristeza e solidão. A vida não é bela aos olhos de ninguém, ela só se torna tolerável quando você cria a sua própria visão.
Por isso não lhe peço que me veja em cada esquina à luz do luar, mas apenas naquelas noites especiais banhadas pelo aroma de damas-da-noite ao desabrochar. Não se obrigue a gostar de café além do aroma que era típico da minha casa, apenas me guarde num lugar especial no seu olfato como aquele confortável perfume de nostalgia. Guarde para mim todos os beijos, que um dia eu voltarei. Não como vida, talvez como exemplo de depressão. Mas um dia eu garanto que eu voltarei para alterar o seu mundo e te ensinar uma nova visão.
domingo, 30 de junho de 2013
Você / Eu.
Eu poderia cantar para você ao te embalar para os sonhos.
Poderia mudar meu timbre de voz,
suavizando-o ao ponto que fosse confortável aos seus ouvidos.
Talvez eu até conseguisse chegar perto do seu tom aveludado.
E mesmo quando fosse sussurradas pela minha boca as palavras mais ternas do universo,
isso tudo ainda não seria relevante.
Eu poderia estar sempre aqui por você.
Poderia guardar seu coração no lugar mais quente e protegido do universo.
E ainda poderia lamber suas feridas para retirar o amargo delas.
Mas mesmo assim eu nunca seria a primeira pessoa ao qual você procuraria quando machucado.
Admiraria a sombra da sua silhueta criada pelas luzes fracas.
E cansaria a minha visão ao tentar evitar que minha cegueira te consumisse.
Mas você não está no alcance de meus olhos.
Eu amaria em todas as noites seus olhos castanhos.
E sua expressão atônica enquanto analisa o cenário.
E principalmente o fato de não se importar com o que está ao seu redor.
Mas é essa falta de importância que me exclui do seu mundo.
Poderia até mesmo te ouvir reclamar da chuva eternamente,
enquanto se molha novamente na cidade da garoa.
E me afogaria em cada gota que encosta no seu corpo.
A cada instante ao se lado,
me asfixio em sua essência.
Me cubro por uma colcha de detalhes insignificantes,
mas que completam os significados de meu dicionário sobre você.
E em um desses instantes,
eu perderia um pouco de mim.
Por cada olhar desviado dos meus olhos,
minha mortificação se tornaria real.
Com isso moro um pouco mais,
ou um pouco menos.
Morro ou de amores,
ou de sua rejeição pelo meu ser.
Simplesmente morro por mim,
e renasço por ti.
Poderia mudar meu timbre de voz,
suavizando-o ao ponto que fosse confortável aos seus ouvidos.
Talvez eu até conseguisse chegar perto do seu tom aveludado.
E mesmo quando fosse sussurradas pela minha boca as palavras mais ternas do universo,
isso tudo ainda não seria relevante.
Eu poderia estar sempre aqui por você.
Poderia guardar seu coração no lugar mais quente e protegido do universo.
E ainda poderia lamber suas feridas para retirar o amargo delas.
Mas mesmo assim eu nunca seria a primeira pessoa ao qual você procuraria quando machucado.
Admiraria a sombra da sua silhueta criada pelas luzes fracas.
E cansaria a minha visão ao tentar evitar que minha cegueira te consumisse.
Mas você não está no alcance de meus olhos.
Eu amaria em todas as noites seus olhos castanhos.
E sua expressão atônica enquanto analisa o cenário.
E principalmente o fato de não se importar com o que está ao seu redor.
Mas é essa falta de importância que me exclui do seu mundo.
Poderia até mesmo te ouvir reclamar da chuva eternamente,
enquanto se molha novamente na cidade da garoa.
E me afogaria em cada gota que encosta no seu corpo.
A cada instante ao se lado,
me asfixio em sua essência.
Me cubro por uma colcha de detalhes insignificantes,
mas que completam os significados de meu dicionário sobre você.
E em um desses instantes,
eu perderia um pouco de mim.
Por cada olhar desviado dos meus olhos,
minha mortificação se tornaria real.
Com isso moro um pouco mais,
ou um pouco menos.
Morro ou de amores,
ou de sua rejeição pelo meu ser.
Simplesmente morro por mim,
e renasço por ti.
terça-feira, 7 de maio de 2013
À noite.
Eu havia me esquecido do quão belas e intrigantes são as estrelas, e o quão bem eu me sentia ao me imaginar ser uma formiga em relação ao seu brilho. A última vez na qual eu me deitei e olhei para as estrelas eu estava chorando ao ponto de sentir sangue na garganta pela força exercida para reproduzir algum som, e respirar ao mesmo tempo. Ainda me lembro do desespero em me ver sozinha, e do conforto da inércia que chegava aos poucos.
Respiro fundo ao me lembrar de todas as vezes na qual transformei em estrela guia alguém ao qual eu não pude dar um devido adeus, relembro de todos os rostos e do quanto sempre doeu em minha garganta essas palavras entalas que nunca serão ouvidas. Já encarei o destino faz tempo, mas vivo com a duvida constante de quando isso acontecerá novamente e se eu poderei finalmente ter um final.
O vento gelado ao soprar congela minha carne e ossos fragilizados pela falta de peso junto de um resfriado irritante, me lembrando para entrar antes que a febre apareça para torturar minha armadura carnal. Continuo o meu caminho para o calor e aconchego de casa, enquanto a mente focaliza nos abraços amorosos que tem me rondado.
Olho mais uma vez para o céu melancólico, tão escuro quanto os meus olhos nos momentos desprovidos de alegrias e grandezas. Me fundo com a sua essência, me tornando tão vasta e desprovida de luz própria. Mas isso até que não é tão ruim, afinal ser apreciada pela imagem criada por singelos corpos mortos luminosos tem lá seu quê de beleza, e viver correndo atrás e fugindo da claridade e do calor do dia torna tudo mais especial durante os momentos escuros.
Respiro fundo ao me lembrar de todas as vezes na qual transformei em estrela guia alguém ao qual eu não pude dar um devido adeus, relembro de todos os rostos e do quanto sempre doeu em minha garganta essas palavras entalas que nunca serão ouvidas. Já encarei o destino faz tempo, mas vivo com a duvida constante de quando isso acontecerá novamente e se eu poderei finalmente ter um final.
O vento gelado ao soprar congela minha carne e ossos fragilizados pela falta de peso junto de um resfriado irritante, me lembrando para entrar antes que a febre apareça para torturar minha armadura carnal. Continuo o meu caminho para o calor e aconchego de casa, enquanto a mente focaliza nos abraços amorosos que tem me rondado.
Olho mais uma vez para o céu melancólico, tão escuro quanto os meus olhos nos momentos desprovidos de alegrias e grandezas. Me fundo com a sua essência, me tornando tão vasta e desprovida de luz própria. Mas isso até que não é tão ruim, afinal ser apreciada pela imagem criada por singelos corpos mortos luminosos tem lá seu quê de beleza, e viver correndo atrás e fugindo da claridade e do calor do dia torna tudo mais especial durante os momentos escuros.
domingo, 7 de abril de 2013
As mudanças em mim.
E de novo me pego pensando em você. Tento te esquecer, mas percebo que isso já virou rotina. Quando foi mesmo que eu me tornei alguém que se importa com os outros, pois eu não me lembro de ser assim há um mês atrás. Há um mês eu era normal, eu era infantil e estúpida. Agora eu passo boa parte do dia pensando no que fiz de errado ou no que não deixei claro, e um breve período te encarando esperando uma ação inexistente ou te desejando o bem como se isso fosse algo da minha pessoa.
Eu mudei e não percebi, simplesmente fechei os olhos da minha mente ao te conhecer. E aqui estou eu com o coração na boca a cada segundo que penso em você, e com dor na consciência toda vez que penso em te esquecer. Não me lembro de nunca ter dado valor a algo ao ponto de querer aquilo sempre aos meus olhos, e agora morro de ciumes de tudo ao teu redor.
Me odeio mais uma vez por não conseguir organizar meus pensamentos pois lembrei do seu sorriso. Me odeio pois sei que não consigo te odiar pelo caos criado. E odeio a maldita frase que repercute em minha cabeça me lembrando que escritores só sabem escrever sobre os outros se o amam, pois a inspiração vem disso; e porra olha eu aqui escrevendo a porra de um segundo texto sobre você.
Me estresso olhando essa folha em branco na qual não consigo organizar minha mente, e penso no grito entalado em minha boca que no final vai virar um abraço em você quando eu tiver coragem ao longo dos dias. E institivamente me lembro do calor e do toque, da sensação de proteção e calmaria. Lembro da estampa da sua camisa favorita que me lembra motivos natalinos, e que por mais que eu odeie essa data não consigo evitar de sorrir ao te ver nela. Oh não, isso não é bom, não quero que meu mundo gire ao redor de algo que não me pertence ou que não faça parte do meu ser; mas deixei de ter escolha sobre isso no momento em que me distrai e assim me afundei profundamente em sua essência.
Eu mudei e não percebi, simplesmente fechei os olhos da minha mente ao te conhecer. E aqui estou eu com o coração na boca a cada segundo que penso em você, e com dor na consciência toda vez que penso em te esquecer. Não me lembro de nunca ter dado valor a algo ao ponto de querer aquilo sempre aos meus olhos, e agora morro de ciumes de tudo ao teu redor.
Me odeio mais uma vez por não conseguir organizar meus pensamentos pois lembrei do seu sorriso. Me odeio pois sei que não consigo te odiar pelo caos criado. E odeio a maldita frase que repercute em minha cabeça me lembrando que escritores só sabem escrever sobre os outros se o amam, pois a inspiração vem disso; e porra olha eu aqui escrevendo a porra de um segundo texto sobre você.
Me estresso olhando essa folha em branco na qual não consigo organizar minha mente, e penso no grito entalado em minha boca que no final vai virar um abraço em você quando eu tiver coragem ao longo dos dias. E institivamente me lembro do calor e do toque, da sensação de proteção e calmaria. Lembro da estampa da sua camisa favorita que me lembra motivos natalinos, e que por mais que eu odeie essa data não consigo evitar de sorrir ao te ver nela. Oh não, isso não é bom, não quero que meu mundo gire ao redor de algo que não me pertence ou que não faça parte do meu ser; mas deixei de ter escolha sobre isso no momento em que me distrai e assim me afundei profundamente em sua essência.
sábado, 9 de março de 2013
Outra paixonite no mundo.
Aqui estou eu cercada por pessoas que mal conheço, e vivendo uns dos momentos mais felizes dos últimos meses. E novamente me sinto fora de eixo, não pertencendo a este lugar. Olho pro lado e me lembro ao olhar para alguém que novamente alguém gosta de mim, e como a última vez eu sinto um frio na espinha ao pensar o por quê dele gostar logo de mim.
Acho que nunca vou deixar de ser essa boneca de cera que finge viver, e que apenas sorri quando tenta sentir ou entender sentimentos desse tipo. Ele se aproxima, e fala comigo como se fosse um velho amigo meu, e como se entendesse a confusão incerta que é a minha mente. Papo vai, papo vem e agora me vejo corando ao ver o quão próximos estamos, e o quão incerta eu sou.
Encaro sem graça o seu sorriso e penso quando foi que me tornei assim, e em menos de cinco segundos lembro de todas as vezes que ouvi que não merecia o amor. Já ouvi isso tanta vezes que isso já é uma ferida cicatrizada, mas por hábito do ser humano evito ele fingido ser ele o causador dessa marca em mim. Me odeio por milésimos de segundos ao refletir o quão cruel eu devo estar sendo, e sempre fui.
Ele sorri e me passa outra bebida, ignoro o mundo e volto a pensar no caos que estou nesse momento. Me vejo novamente em um daqueles momentos cruciais, no que sei que estou sendo inflexível e que mesmo assim não mudo de atitude. Não posso perder a razão, nem mesmo pra quem está tão perto, sorrindo, e alegre em gastar seu tempo comigo. Talvez eu realmente não mereça o amor, isso seria o que eu pensaria caso não lembrasse que só ouvi isso na vida de pessoas que queriam a minha morte depois de me conhecer.
Penso que estou sendo inflexível e com medo de sair da zona de conforto, e ele me diz as mesmas coisas no mesmo instante que termino esse pensamento. Sorrio de volta pra ele sendo sincera pela primeira vez, assumo que estou errada mas não por completo. Ele ganha a razão, e eu a paz de espirito por segundos. Ele continua falando e me pego numa prece para que ele não me ame, porque ai eu teria certeza que minha atitude seria a pior de todas.
A noite acaba e aqui estou eu alegre pelas bebidas de estômago vazio, e arrependida de novo por ser tão egocêntrica, mas ai me lembro que é isso que me mantém viva. Outro dia talvez isso seja algo quando eu deixar de ser tão indecisa e viciada em passar vontade.
Acho que nunca vou deixar de ser essa boneca de cera que finge viver, e que apenas sorri quando tenta sentir ou entender sentimentos desse tipo. Ele se aproxima, e fala comigo como se fosse um velho amigo meu, e como se entendesse a confusão incerta que é a minha mente. Papo vai, papo vem e agora me vejo corando ao ver o quão próximos estamos, e o quão incerta eu sou.
Encaro sem graça o seu sorriso e penso quando foi que me tornei assim, e em menos de cinco segundos lembro de todas as vezes que ouvi que não merecia o amor. Já ouvi isso tanta vezes que isso já é uma ferida cicatrizada, mas por hábito do ser humano evito ele fingido ser ele o causador dessa marca em mim. Me odeio por milésimos de segundos ao refletir o quão cruel eu devo estar sendo, e sempre fui.
Ele sorri e me passa outra bebida, ignoro o mundo e volto a pensar no caos que estou nesse momento. Me vejo novamente em um daqueles momentos cruciais, no que sei que estou sendo inflexível e que mesmo assim não mudo de atitude. Não posso perder a razão, nem mesmo pra quem está tão perto, sorrindo, e alegre em gastar seu tempo comigo. Talvez eu realmente não mereça o amor, isso seria o que eu pensaria caso não lembrasse que só ouvi isso na vida de pessoas que queriam a minha morte depois de me conhecer.
Penso que estou sendo inflexível e com medo de sair da zona de conforto, e ele me diz as mesmas coisas no mesmo instante que termino esse pensamento. Sorrio de volta pra ele sendo sincera pela primeira vez, assumo que estou errada mas não por completo. Ele ganha a razão, e eu a paz de espirito por segundos. Ele continua falando e me pego numa prece para que ele não me ame, porque ai eu teria certeza que minha atitude seria a pior de todas.
A noite acaba e aqui estou eu alegre pelas bebidas de estômago vazio, e arrependida de novo por ser tão egocêntrica, mas ai me lembro que é isso que me mantém viva. Outro dia talvez isso seja algo quando eu deixar de ser tão indecisa e viciada em passar vontade.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
39,25.
A minha identidade fugiu de mim, não sou mais aquela que sempre soube quem era. Eu simplesmente deixei de ser uma persona. Olho no espelho e vejo um rosto abatido, frágil, e desgastado; olho nas fotos e vejo a vida e a felicidade. Quem estará errado? Ou o tempo simplesmente regrediu prá época em que se acreditava que as fotografias roubavam um pouco da alma e da vida da pessoa nela?
Nunca fui boa em mostrar minha verdadeira cara, mas agora eu não me vejo em nenhuma das que eu tenho. Perdi tudo junto dos quilos que me mantinham estável e resistente à brisas. Meu medo e desconfiança voltaram a minha rotina. Ou eu apenas estou me apegando a lembraças há muito tempo esquecidas, no qual eu sentia que o tempo ou a maturidade não me alcançavam, no qual minha única evolução era no tempo a mais "vivido".
Quanto tempo se passou desde a última vez em que eu realmente pensei que aquele era o começo do meu desaparecimento?
Estou voltando a ser complexada, e dia após dia acho mais estranho o fato de que estou me acostumando com a fraqueza, o cansaço, e com o desanimo. Cadê toda a vida que eu exalava ano passado?
Me sinto novamente como uma criança tomando pípulas porque seu próprio corpo se recusava a evoluir, ou até mesmo a sobreviver decentemente. Mas aqui vou eu começar novamente uma cruzada contra meu ser à procura da tão sonhada qualidade de vida.
Nunca fui boa em mostrar minha verdadeira cara, mas agora eu não me vejo em nenhuma das que eu tenho. Perdi tudo junto dos quilos que me mantinham estável e resistente à brisas. Meu medo e desconfiança voltaram a minha rotina. Ou eu apenas estou me apegando a lembraças há muito tempo esquecidas, no qual eu sentia que o tempo ou a maturidade não me alcançavam, no qual minha única evolução era no tempo a mais "vivido".
Quanto tempo se passou desde a última vez em que eu realmente pensei que aquele era o começo do meu desaparecimento?
Estou voltando a ser complexada, e dia após dia acho mais estranho o fato de que estou me acostumando com a fraqueza, o cansaço, e com o desanimo. Cadê toda a vida que eu exalava ano passado?
Me sinto novamente como uma criança tomando pípulas porque seu próprio corpo se recusava a evoluir, ou até mesmo a sobreviver decentemente. Mas aqui vou eu começar novamente uma cruzada contra meu ser à procura da tão sonhada qualidade de vida.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Procura-se.
Procura-se um futuro possível amor de toda uma vida. Procura-se loucamente pelo seu paradeiro e pelo seu nome verdadeiro. Foi visto pela última vez na rua mais linda de São Paulo, aquela lá com a ponte japonesa, e com a vista panoramica de todo o centro velho. Provavelmente ele estará lá numa tarde qualquer, andando como se ele fosse a essência do lugar deixando a sua marca na vida de qualquer pessoa que o ver.
Ele é alto, com o cabelo levemente desarrumado, com a barba aparada, um semblante gentil, e com um cigarro entre os dedos que evitam um toque brusco contra os lábios que amam sorrir levemente. Ele simplesmente é a combinação perfeita de um deus grego com um toque de Mr. Darcy; e mais do que isso, ele é o que eu tenho procurado por toda uma vida. Cuidado ao cruzar com ele, pois numa questão de segundos seu coração pode ser roubado com um simples olhar intenso, igual o meu foi roubado numa tarde ensolarada de outubro.
Procuro ele e meu coração de volta, ou pelo menos o seu olhar que me paralizou e me fez acreditar em amor a primeira vista. Necessito encontra-lo como se minha vida dependesse disso, com apenas um olhar me viciei na sua existência. Quero de volta o calor e o rubor trazido por uma simples troca de olhares, e da hiperventilação causada pelo seu sorriso travesso ao ver o impacto que ele causava nas vidas alheias.
Caso o encontre me procure imediatamente, não prometo recompensa maior do que a gratidão eterna de uma alma atordoada, que de nada tem de pequena. Venha ao meu encontro dia ou noite, não importa, até porque meus sonhos se foram junto dele; mas de qualquer jeito me digam que o viram e que ele ainda está com o meu coração e a minha procura com aquele mesmo sorriso a minha espera.
Ele é alto, com o cabelo levemente desarrumado, com a barba aparada, um semblante gentil, e com um cigarro entre os dedos que evitam um toque brusco contra os lábios que amam sorrir levemente. Ele simplesmente é a combinação perfeita de um deus grego com um toque de Mr. Darcy; e mais do que isso, ele é o que eu tenho procurado por toda uma vida. Cuidado ao cruzar com ele, pois numa questão de segundos seu coração pode ser roubado com um simples olhar intenso, igual o meu foi roubado numa tarde ensolarada de outubro.
Procuro ele e meu coração de volta, ou pelo menos o seu olhar que me paralizou e me fez acreditar em amor a primeira vista. Necessito encontra-lo como se minha vida dependesse disso, com apenas um olhar me viciei na sua existência. Quero de volta o calor e o rubor trazido por uma simples troca de olhares, e da hiperventilação causada pelo seu sorriso travesso ao ver o impacto que ele causava nas vidas alheias.
Caso o encontre me procure imediatamente, não prometo recompensa maior do que a gratidão eterna de uma alma atordoada, que de nada tem de pequena. Venha ao meu encontro dia ou noite, não importa, até porque meus sonhos se foram junto dele; mas de qualquer jeito me digam que o viram e que ele ainda está com o meu coração e a minha procura com aquele mesmo sorriso a minha espera.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Dia-a-dia.
Mais um dia passa no qual eu me questiono se a vida é apenas isso. Acordo todo dia, olho pro lado e me vejo sozinha. Ando um pouco, e me vejo mais sozinha do que anteriormente; e assim mais um dia é consumido pelo nada. A vida é mesmo algo tão vazio?
O que engloba uma vida é algo tão ralo, que chega a ser intocavel.
Você acorda, vive e, finalmente morre. Até mesmo o seu subconsciente do subconsciente grita por mudanças, mas o tempo é tão pouco e o vazio tão imenso que nada chega a mudar. Dia após dia você faz planos, listas, orações, pedidos e todo o resto que está em suas mãos para clamar algo novo, mas como sempre nada vem.
Seu copo fica vazio, o cigarro vira cinzas, e o seu corpo um átomo voando por ai, que no final vai acabar na torrada com geleia de algum esquisito qualquer, que vai comer aquela poeirinha minuscula que é a sua vida como se não fosse porra nenhuma.
O que engloba uma vida é algo tão ralo, que chega a ser intocavel.
Você acorda, vive e, finalmente morre. Até mesmo o seu subconsciente do subconsciente grita por mudanças, mas o tempo é tão pouco e o vazio tão imenso que nada chega a mudar. Dia após dia você faz planos, listas, orações, pedidos e todo o resto que está em suas mãos para clamar algo novo, mas como sempre nada vem.
Seu copo fica vazio, o cigarro vira cinzas, e o seu corpo um átomo voando por ai, que no final vai acabar na torrada com geleia de algum esquisito qualquer, que vai comer aquela poeirinha minuscula que é a sua vida como se não fosse porra nenhuma.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Sonho de um amor febril.
Hoje eu sonhei com você, e com tudo o que mudou após te conhecer. Engraçado como as vezes uma melodia soa como uma lembrança, ou a traz à tona.
- Está tudo bem em não ser normal, ou é fora do normal? Se é que você me entendeu. - Ainda me lembro do seu rosto levemente envergonhado enquanto me perguntava isso. Eu simplesmente respondi que sim, mas a verdade era que eu aquela mesma pergunta estava na minha mente há tanto tempo. E esta foi a primeira vez que eu me senti conectada a você.
Depois disso começamos a dividir cada vez mais as nossas ideias e pensamentos, e a cada sorriso sem graça de ambos que surgiam após cada conexão criada eu não podia impedir de gostar de ti. Finalmente me sentia compreendida, mas ao mesmo tempo com medo de estragar uma amizade perfeita em cada sentido da palavra.
"Um dia ele vai partir, e você não terá como impedir. Deveria falar logo tudo que está em ti." O que isso deveria significar? Mais uma vez me falaram isso, mas como me mover se minhas pernas não reagiam sem o meu andador que era você. Os dias passaram, e com isso um incomodo aumentou em minha garganta, mas não o suficiente para me obrigar a abrir a boca em desespero a procura de liberdade para finalmente me dar alivio.
- Acho que nunca fui normal, ou me encaixei no mundo. Será isso muito depressivo? - Aquilo me assustou mais do que tudo, falar em depressão com um sorriso no rosto e um brilho nos olhos. Realmente tinha algo na sua essência que me atraia, algo que despertava minha necessidade de estar perto de algo ou alguém que realmente brilhasse. - Às vezes me sinto sozinho do nada, pois o mundo está tão louco. Realmente, acho que sou fora do normal. - Acenei e sorri levemente, o choque ainda não havia passado, muito menos os meus batimentos descompassados. Não conseguia parar de me perguntar como pode existir alguém tão perto de mim e que completa tão bem a minha mente. Você compreendia cada mínimo canto empoeirado da minha alma, e ia mais além.
Você não só era algo que me chamava a atenção, você era tudo aquilo que eu escondia. Eu via em seus olhos que eram reflexos dos meus cada pedaço que foi encoberto da sociedade. Eu não podia evitar de ficar feliz ao ver que eu não estava sozinha no mundo.
- "And everybody's empty / And everything is so messed up. / I cannot live at all / My whole world surrounds you / I stumble then I crawl." Você tem bom gosto musical, mas deveria parar de ouvir coisas tão depressivas. Sabe, isso não vai fazer bem no futuro. - Me lembro do seu rosto reluzir enquanto me dizia isso num dia qualquer em que ouviamos música e olhavamos as estrelas. Seu sorriso tão singelo e ao mesmo tempo tão perspicáz. Sorri ao te ver assim, achando tão tolo aquilo que havia sido proferido, e continuei brincando com o nada enquanto absorvia o momento.
Você estava certo, eu realmente deveria ter fugido dessas letras depressivas antes. Mas agora já foi. Agora em cada letra eu via a sua essência, e a minha tristeza. "Você devia ter amado ele corretamente." Eu sei. "Tenho pena de ti, o tempo foi tão curto que te roubou o adeus." Eu já disse que sei disso. Apenas parem de me lembrar. "Eu te avisei para amar ele antes que a morte chegasse." Eu sei. Eu sei. Eu sei. E isso machuca mais do que tudo.
Tudo foi tão rápido que eu só percebi mesmo o que aconteceu quando me vi brincando com um laser branco, fingindo ser uma estrela solta pelo cosmos, assim como era o que sobrou de você agora. Não conseguia ouvir nada que só aumentava a dor, e cada música triste parecia ser uma conversa oculta minha e do artista sentindo a sua falta. Agora eu entendi porque você não queria me ver ouvindo aquilo, pois agora cada palavra me rasgava, e cada melodia era embalada pelo meu choro. Eu não tinha percebi que quando te conheci já era o fim de sua vida, eu não percebi que o tempo era tão curto. Tudo o que me sobrou de você foi a lição de que o tempo é precioso.
Acordei hoje com lágrimas, e mais do que envergonhada de ter me esquecido do quanto eu te amei e ainda amava. Você tinha ido embora há tanto tempo, mas eu ainda te amava mais que tudo. Ainda guardo as suas lembranças como o meu maior tesouro que o mundo nunca conhecerá.
E hoje mais uma vez vou dormir com você no meu coração.
- Está tudo bem em não ser normal, ou é fora do normal? Se é que você me entendeu. - Ainda me lembro do seu rosto levemente envergonhado enquanto me perguntava isso. Eu simplesmente respondi que sim, mas a verdade era que eu aquela mesma pergunta estava na minha mente há tanto tempo. E esta foi a primeira vez que eu me senti conectada a você.
Depois disso começamos a dividir cada vez mais as nossas ideias e pensamentos, e a cada sorriso sem graça de ambos que surgiam após cada conexão criada eu não podia impedir de gostar de ti. Finalmente me sentia compreendida, mas ao mesmo tempo com medo de estragar uma amizade perfeita em cada sentido da palavra.
"Um dia ele vai partir, e você não terá como impedir. Deveria falar logo tudo que está em ti." O que isso deveria significar? Mais uma vez me falaram isso, mas como me mover se minhas pernas não reagiam sem o meu andador que era você. Os dias passaram, e com isso um incomodo aumentou em minha garganta, mas não o suficiente para me obrigar a abrir a boca em desespero a procura de liberdade para finalmente me dar alivio.
- Acho que nunca fui normal, ou me encaixei no mundo. Será isso muito depressivo? - Aquilo me assustou mais do que tudo, falar em depressão com um sorriso no rosto e um brilho nos olhos. Realmente tinha algo na sua essência que me atraia, algo que despertava minha necessidade de estar perto de algo ou alguém que realmente brilhasse. - Às vezes me sinto sozinho do nada, pois o mundo está tão louco. Realmente, acho que sou fora do normal. - Acenei e sorri levemente, o choque ainda não havia passado, muito menos os meus batimentos descompassados. Não conseguia parar de me perguntar como pode existir alguém tão perto de mim e que completa tão bem a minha mente. Você compreendia cada mínimo canto empoeirado da minha alma, e ia mais além.
Você não só era algo que me chamava a atenção, você era tudo aquilo que eu escondia. Eu via em seus olhos que eram reflexos dos meus cada pedaço que foi encoberto da sociedade. Eu não podia evitar de ficar feliz ao ver que eu não estava sozinha no mundo.
- "And everybody's empty / And everything is so messed up. / I cannot live at all / My whole world surrounds you / I stumble then I crawl." Você tem bom gosto musical, mas deveria parar de ouvir coisas tão depressivas. Sabe, isso não vai fazer bem no futuro. - Me lembro do seu rosto reluzir enquanto me dizia isso num dia qualquer em que ouviamos música e olhavamos as estrelas. Seu sorriso tão singelo e ao mesmo tempo tão perspicáz. Sorri ao te ver assim, achando tão tolo aquilo que havia sido proferido, e continuei brincando com o nada enquanto absorvia o momento.
Você estava certo, eu realmente deveria ter fugido dessas letras depressivas antes. Mas agora já foi. Agora em cada letra eu via a sua essência, e a minha tristeza. "Você devia ter amado ele corretamente." Eu sei. "Tenho pena de ti, o tempo foi tão curto que te roubou o adeus." Eu já disse que sei disso. Apenas parem de me lembrar. "Eu te avisei para amar ele antes que a morte chegasse." Eu sei. Eu sei. Eu sei. E isso machuca mais do que tudo.
Tudo foi tão rápido que eu só percebi mesmo o que aconteceu quando me vi brincando com um laser branco, fingindo ser uma estrela solta pelo cosmos, assim como era o que sobrou de você agora. Não conseguia ouvir nada que só aumentava a dor, e cada música triste parecia ser uma conversa oculta minha e do artista sentindo a sua falta. Agora eu entendi porque você não queria me ver ouvindo aquilo, pois agora cada palavra me rasgava, e cada melodia era embalada pelo meu choro. Eu não tinha percebi que quando te conheci já era o fim de sua vida, eu não percebi que o tempo era tão curto. Tudo o que me sobrou de você foi a lição de que o tempo é precioso.
Acordei hoje com lágrimas, e mais do que envergonhada de ter me esquecido do quanto eu te amei e ainda amava. Você tinha ido embora há tanto tempo, mas eu ainda te amava mais que tudo. Ainda guardo as suas lembranças como o meu maior tesouro que o mundo nunca conhecerá.
E hoje mais uma vez vou dormir com você no meu coração.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
A verdade instalada numa carta.
Ao destino, ou karma, ou etc;
Só agora percebi que eu ainda mantive vivo por tanto tempo um último "e se". "E se tudo tivesse sido diferente entre nós, desde o começo?" Pra falar a verdade não teria valido a pena viver esse último "e se". Eu teria me machucado e machucado menos aos outros, mas não teria evoluido ao longo do caminho.
Eu ainda me imaginava voltando no tempo e correndo atras ti, e deixando todos os meus medos de lado apenas pra ver um sorriso no seu rosto ao dizer que gostava de mim. Me imaginava numa situação atual totalmente diferente, talvez com um amor ou até mesmo ingressando na carreira que eu diria ser meu sonho. Tendo um relacionamento perfeito, e me tornando na pessoa mais amavel do universo. Mas nada disso seria real, ou seria eu. O tempo não pode, e não deve andar pra trás.
Esses dois anos foram mais importantes do que tudo em toda a minha vida. Aprendi a me impor, e a me aceitar. E até mesmo que minha paixão está mesmo é nessas linhas embaraçadas. Se eu tivesse ido atras de você eu não seria eu, e por isso não teria descoberto tantas coisas ao meu respeito escrevendo. E nisso nem conheceria o meu futuro. E o mais importante, eu teria construido uma parede não ao meu redor, mas ao seu; e com nisso teria me apoiado apenas em você, e nisso nunca saberia o quão narcisista ou egocentrica eu sou pelo meu próprio bem.
Dois anos no qual que me descobri, e me construi. E posso finalmente falar que me amo de verdade, e que finalmente aceito cada mínimo detalhe do meu ser. Deixei de aquela garotinha que achava que sabia de tudo, e me tornei na que pelo menos sabe tudo ao seu próprio respeito. A felicidade não é algo que você alcança, ela apenas se torna algo seu, e de um minuto pro outro te faz sorrir ao observar tudo no seu trajeto.
Posso estar apenas na metade, ou menos disso da vida. Mas agora eu posso afirmar que não tenho nada do me arrepender. Tudo acontece por um motivo, ou não; mas eu estou cansada de pensar nisso ao invés de realmente viver minha vida. Mas eu sei que agora tenho um ponto de partida fixo em mim, que venha o futuro, porque já superei o sabor agridoce do passado sem me tornar uma pessoa amarga ao o absorver; o que agora se tornou minhas tábuas de sustentação para o que for que vier com o futuro.
Só agora percebi que eu ainda mantive vivo por tanto tempo um último "e se". "E se tudo tivesse sido diferente entre nós, desde o começo?" Pra falar a verdade não teria valido a pena viver esse último "e se". Eu teria me machucado e machucado menos aos outros, mas não teria evoluido ao longo do caminho.
Eu ainda me imaginava voltando no tempo e correndo atras ti, e deixando todos os meus medos de lado apenas pra ver um sorriso no seu rosto ao dizer que gostava de mim. Me imaginava numa situação atual totalmente diferente, talvez com um amor ou até mesmo ingressando na carreira que eu diria ser meu sonho. Tendo um relacionamento perfeito, e me tornando na pessoa mais amavel do universo. Mas nada disso seria real, ou seria eu. O tempo não pode, e não deve andar pra trás.
Esses dois anos foram mais importantes do que tudo em toda a minha vida. Aprendi a me impor, e a me aceitar. E até mesmo que minha paixão está mesmo é nessas linhas embaraçadas. Se eu tivesse ido atras de você eu não seria eu, e por isso não teria descoberto tantas coisas ao meu respeito escrevendo. E nisso nem conheceria o meu futuro. E o mais importante, eu teria construido uma parede não ao meu redor, mas ao seu; e com nisso teria me apoiado apenas em você, e nisso nunca saberia o quão narcisista ou egocentrica eu sou pelo meu próprio bem.
Dois anos no qual que me descobri, e me construi. E posso finalmente falar que me amo de verdade, e que finalmente aceito cada mínimo detalhe do meu ser. Deixei de aquela garotinha que achava que sabia de tudo, e me tornei na que pelo menos sabe tudo ao seu próprio respeito. A felicidade não é algo que você alcança, ela apenas se torna algo seu, e de um minuto pro outro te faz sorrir ao observar tudo no seu trajeto.
Posso estar apenas na metade, ou menos disso da vida. Mas agora eu posso afirmar que não tenho nada do me arrepender. Tudo acontece por um motivo, ou não; mas eu estou cansada de pensar nisso ao invés de realmente viver minha vida. Mas eu sei que agora tenho um ponto de partida fixo em mim, que venha o futuro, porque já superei o sabor agridoce do passado sem me tornar uma pessoa amarga ao o absorver; o que agora se tornou minhas tábuas de sustentação para o que for que vier com o futuro.
De alguém que cresceu;
Tamires.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
O fim.
A lápide foi tirada de lugar, e agora o passado e tudo que já se foi está livre. Cada ato, palavra, suspiro, e surto está livre flutuando pelo ar e contaminando o oxigênio a sua volta. Num giro brusco se depara com os fantasmas de uma vida desperdiçada. Mortos e vivos, todos a encaram esperando ouvir aquelas três palavras que muda o sentido de uma vida, e que nunca foram proferidas por essa boca que tanto sentiu isso em seu coração.
Nunca houve tantos olhares significantes voltados antes para tão insignificante ser. Antes ela tinha a desculpa de ser tão gelada por ser apenas criança, ou uma garota atordoada, mas agora tudo o que sobrou é um semblante estúpido incapaz de se mover por medo do vento a desmontar. Havia tantas feridas expostas em seu corpo frágil de alma que a cada batida do coração a sua vida era tomada. Havia feridas e dor, mas não havia sangue.
Tinha tudo e ao mesmo tempo não tinha nada. O sangue não corria, assim como a vida em suas veias. Tinha uma alma e um coração batendo, mas não dentro dela. A lápide remexida não era do passado, mas sim sua. Isso era tudo no que uma vida se resumia, fantasmas e dor contaminando um ambiente. Exceto pelo pequeno ponto mais dolorido da visão dela, o ponto tão chato e irritante que ela havia ignorado como se fosse uma pequena inflamação na córnea.
De um canto branco se transformou num amor passado. Agora tudo fazia sentido, o incõmodo não era apenas na córnea, mas sim em sua existencia. Ele ainda estava lá por ela, mesmo depois da sua morte por falta de ação. Talvez ele esteja ali porque o amor realmente importa algo, ou talvez apenas seja o destino causando dor à ela.
Era como se o mundo tivesse encontrado o fim, estando apenas os dois ali num cruzar de olhares incômodo. Nada foi feito novamente, e assim o momento morreu como começou. Num oi engolido, num abraçado recolhido, e na esperança morta no final.
Nunca houve tantos olhares significantes voltados antes para tão insignificante ser. Antes ela tinha a desculpa de ser tão gelada por ser apenas criança, ou uma garota atordoada, mas agora tudo o que sobrou é um semblante estúpido incapaz de se mover por medo do vento a desmontar. Havia tantas feridas expostas em seu corpo frágil de alma que a cada batida do coração a sua vida era tomada. Havia feridas e dor, mas não havia sangue.
Tinha tudo e ao mesmo tempo não tinha nada. O sangue não corria, assim como a vida em suas veias. Tinha uma alma e um coração batendo, mas não dentro dela. A lápide remexida não era do passado, mas sim sua. Isso era tudo no que uma vida se resumia, fantasmas e dor contaminando um ambiente. Exceto pelo pequeno ponto mais dolorido da visão dela, o ponto tão chato e irritante que ela havia ignorado como se fosse uma pequena inflamação na córnea.
De um canto branco se transformou num amor passado. Agora tudo fazia sentido, o incõmodo não era apenas na córnea, mas sim em sua existencia. Ele ainda estava lá por ela, mesmo depois da sua morte por falta de ação. Talvez ele esteja ali porque o amor realmente importa algo, ou talvez apenas seja o destino causando dor à ela.
Era como se o mundo tivesse encontrado o fim, estando apenas os dois ali num cruzar de olhares incômodo. Nada foi feito novamente, e assim o momento morreu como começou. Num oi engolido, num abraçado recolhido, e na esperança morta no final.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Ser.
Eu queria não ser tão instável. Queria acordar um dia e ter certeza de toda a minha existência, mas isso não é só uma estória, é a vida. Nada neste momento é como o planejado, ou até mesmo como eu aceitaria que fosse o meu futuro. A única certeza é que se a pessoa que eu era com 8 anos me encontrasse atualmente ela não estária decepcionada, mas teria pena de todo esse desastre que se tornou.
Vamos encarar os fatos, nada nunca é tão bom quanto o planejado ou como um sonho, mas ás vezes pequenos atos tornam tudo pior. E esse pior acaba com tudo, pois o fundo do poço deixa de ser um lugar e se torna um ser; você. Isto não é, e nunca será um modo de me desculpar por ser tão destruida, eu só quero deixar claro que eu não quero ser questionada, nem julgada. O que sou não tem volta, e se tiver não será uma fácil de se achar.
Apenas não criem expectativas sobre o meu ser, pois eu mesma já deixei de criar-las há muito tempo.
Vamos encarar os fatos, nada nunca é tão bom quanto o planejado ou como um sonho, mas ás vezes pequenos atos tornam tudo pior. E esse pior acaba com tudo, pois o fundo do poço deixa de ser um lugar e se torna um ser; você. Isto não é, e nunca será um modo de me desculpar por ser tão destruida, eu só quero deixar claro que eu não quero ser questionada, nem julgada. O que sou não tem volta, e se tiver não será uma fácil de se achar.
Apenas não criem expectativas sobre o meu ser, pois eu mesma já deixei de criar-las há muito tempo.
sábado, 16 de junho de 2012
Amnésia, Alzheimer, ou Inércia.
Não me lembro do meu sonho, nem do livro ali escrito, muito menos das palavras e emoções ali descritas. Não me lembro de nada, só da folha sendo preenchida com palavras para aliviar a minha consciência. Mesmo não me lembrando nem quem eu sou, eu ainda me lembro do seu rosto, e me lembro que no meu sonho tinha algo muito fora do contexto nele. Seu rosto estava ali, mas tudo estava errado. Minha mente, minhas emoções, e principalmente você; tudo errado. Mas agora tanto faz, até porque eu não me lembro mais disso.
Amnésia, Alzheimer, ou Inércia. Agora tanto faz quando fez anteriormente, a mente já está em branco mesmo. Você e o livro que conta a minha história já se foram, e nenhuma lembrança disso restou. Até mesmo aquela música especial que um dia poderia ser a nossa música não está mais aqui. Todo passado finalmente foi passado pra trás, toda memória foi apagada. Adeus vida passada, olá 30 segundos do recomeçar do zero.
Mas só mais uma coisa, do que é que eu estava falando mesmo?
Amnésia, Alzheimer, ou Inércia. Agora tanto faz quando fez anteriormente, a mente já está em branco mesmo. Você e o livro que conta a minha história já se foram, e nenhuma lembrança disso restou. Até mesmo aquela música especial que um dia poderia ser a nossa música não está mais aqui. Todo passado finalmente foi passado pra trás, toda memória foi apagada. Adeus vida passada, olá 30 segundos do recomeçar do zero.
Mas só mais uma coisa, do que é que eu estava falando mesmo?
domingo, 3 de junho de 2012
Apenas continue aqui.
Cada linha, cada cor agora tão clara aos meu olhos. E pensar que eu gastei todo esse tempo apenas desejando ver esse rosto que me acalma o coração. Suas pálpebras levemente magenta. Seus finos e sorridentes lábios, que se curvam tão sutilmente quando fala. As olheiras, que deixavam claro o nível de insônia causado pela hiperatividade. Olheiras tão profundas e sutis, e que estranhamente enquadravam tão docemente seus olhos tão iluminados, olhos tão imensamente negros. Agora eu percebo o quão importantes são os detalhes. O quanto menor ele for, maior o seu impacto no meu ser.
Ainda consigo distinguir o seu cheiro e gosto que grudou-se ao meu corpo. Na minha mente ainda se repete os seus gestos atrapalhados, suas esquivas rudes, e até mesmo o seu rosto vermelho, e som do seu coração acelerado enquanto hiperventilava por estar ao meu lado.
Mas nós não conseguimos achar o nosso caminho para o futuro, cada um virou numa direção e seguiu sem pensar no nós. Tudo o que me restou foi a minha tristeza - a única que não vai me abandonar, que nasceu comigo e assim pra sempre será - e um cigarro imaginário em minha boca. Imaginário, já que eu sou tão medroso que evito até vicios futuros, ou qualquer inutilidade impactante numa vida.
O rastro impactante de dor deixado pela lágrimas no meu coração já não me preocupa mais. Até consigo sorrir normalmente, mas meu corpo debilitado ainda sente a sua falta. Agora me vejo obrigado a te transformar em literatura a cada dia em que a saudade é mais amarga do que eu posso aguentar. Trago mais uma vez o oxigênio, e escrevo uma nova linha sem sentido enquanto imagino os seus lábios a procura dos meus. Escrevo mais um livro com o meu final feliz inexistente, e com a mesma frase final: Apenas continue aqui, mas não só até o fim.
Ainda consigo distinguir o seu cheiro e gosto que grudou-se ao meu corpo. Na minha mente ainda se repete os seus gestos atrapalhados, suas esquivas rudes, e até mesmo o seu rosto vermelho, e som do seu coração acelerado enquanto hiperventilava por estar ao meu lado.
Mas nós não conseguimos achar o nosso caminho para o futuro, cada um virou numa direção e seguiu sem pensar no nós. Tudo o que me restou foi a minha tristeza - a única que não vai me abandonar, que nasceu comigo e assim pra sempre será - e um cigarro imaginário em minha boca. Imaginário, já que eu sou tão medroso que evito até vicios futuros, ou qualquer inutilidade impactante numa vida.
O rastro impactante de dor deixado pela lágrimas no meu coração já não me preocupa mais. Até consigo sorrir normalmente, mas meu corpo debilitado ainda sente a sua falta. Agora me vejo obrigado a te transformar em literatura a cada dia em que a saudade é mais amarga do que eu posso aguentar. Trago mais uma vez o oxigênio, e escrevo uma nova linha sem sentido enquanto imagino os seus lábios a procura dos meus. Escrevo mais um livro com o meu final feliz inexistente, e com a mesma frase final: Apenas continue aqui, mas não só até o fim.
sábado, 19 de maio de 2012
Caleidoscópio do amor.
O tempo passou e a vida mudou. As rosas ganharam novos perfumes, e o mundo um novo aroma. E a outra novidade nisso sou eu, que já não te amo mais. Ainda te carrego em meu peito com carinho e delicadeza. Ainda me pego pensando se a sua vida está ao seu agrado, e se esses novos ares te fizeram bem. E acima de tudo ainda me pego sorrindo ao lembrar do quase passado.
Já escrevi para ti todas as linhas tortas e açucaradas que existem dentro de um coração apaixonado. Sorri incontáveis vezes olhando para o nada e pensando que meu coração estava preenchido. O mais engraçado disso tudo é que você me preencheu de amor não de ti, mas pela vida.
Suspiros, e mais suspiros. Sendo eles doces ou apenas a respiração profunda sendo exalada, essa é uma das coisas que ganhou todo um novo sentido em minha vida graças a ti. Sua essência para mim sempre será mais doce do que um suspiro, e toda hiperventilação intercalada com um suspiro será seu nome sendo sussurado gentilmente pelos lábios de minha alma.
A cada segundo ao seu lado mais vida eu ganhei. E assim agradecida eu fico por ti, e por todo amor que foi exalado para mim. Não te amo mais como antigamente, agora apenas te admiro por ter criado um novo ser dos meus cacos, por ter sido delicado comigo, por ter me reconstruido como um caleidoscópio que agora vê todo o amor multiplicado e colorido.
Já escrevi para ti todas as linhas tortas e açucaradas que existem dentro de um coração apaixonado. Sorri incontáveis vezes olhando para o nada e pensando que meu coração estava preenchido. O mais engraçado disso tudo é que você me preencheu de amor não de ti, mas pela vida.
Suspiros, e mais suspiros. Sendo eles doces ou apenas a respiração profunda sendo exalada, essa é uma das coisas que ganhou todo um novo sentido em minha vida graças a ti. Sua essência para mim sempre será mais doce do que um suspiro, e toda hiperventilação intercalada com um suspiro será seu nome sendo sussurado gentilmente pelos lábios de minha alma.
A cada segundo ao seu lado mais vida eu ganhei. E assim agradecida eu fico por ti, e por todo amor que foi exalado para mim. Não te amo mais como antigamente, agora apenas te admiro por ter criado um novo ser dos meus cacos, por ter sido delicado comigo, por ter me reconstruido como um caleidoscópio que agora vê todo o amor multiplicado e colorido.
domingo, 29 de abril de 2012
Uma nova manhã nublada.
Me pego olhando para o tempo nublado e sorrindo, mas sorrindo de verdade mesmo. Sorrindo ao me ver ter a mais pura e instantanea felicidade. Talvez ela esteja aqui porque eu deixei de ter pena da vida, e de mim mesma. Simplesmente parei de tentar ser perfeita, e ter tudo como o imaginado. Agora eu sou apenas eu, uma louca que gosta de sorrir ao sentir o vento frio bater contra a face, que deixa o cabelo voar do jeito que ele quiser com a brisa que passa. E agora sou a que ri ao ver que mais uma tempestade esta a caminho da cidade parar lavar todo os cantos dela.
Não me lembro ao certo quando isso aconteceu, e quando foi que o tempo me curou do passado. Pra falar a verdade não me lembro de nada mais, em minha mente agora tenho apenas momentos realmente marcantes em uma vida.
As flores de outono não existem mais, todas morreram e levaram consigo a sua beleza; mas tem algo nessa parte do ano que me agrada, talvez seja a saudade que as flores deixam em meu peito que me faz sorrir antes de dormir. Uma saudade tão boa que chega a aquecer o peito antes dolorido, tão calmante quanto sentir o aroma exalado por um cafe forte fresco.
Este efeito do frio que faz com que tudo crie mais vida do que o normal, que torna cada simples ação mais delicada e harmoniosa. Deve ser essa mudança no clima que alterou a minha mente e vida. Agora o que falta a ser feito e largar do meu receio em compartilhar meu mundo aos outros, e deixar que os instintos da natureza me levem por ai, igual a uma folha recem seca que voa livremente com o vento.
Não me lembro ao certo quando isso aconteceu, e quando foi que o tempo me curou do passado. Pra falar a verdade não me lembro de nada mais, em minha mente agora tenho apenas momentos realmente marcantes em uma vida.
As flores de outono não existem mais, todas morreram e levaram consigo a sua beleza; mas tem algo nessa parte do ano que me agrada, talvez seja a saudade que as flores deixam em meu peito que me faz sorrir antes de dormir. Uma saudade tão boa que chega a aquecer o peito antes dolorido, tão calmante quanto sentir o aroma exalado por um cafe forte fresco.
Este efeito do frio que faz com que tudo crie mais vida do que o normal, que torna cada simples ação mais delicada e harmoniosa. Deve ser essa mudança no clima que alterou a minha mente e vida. Agora o que falta a ser feito e largar do meu receio em compartilhar meu mundo aos outros, e deixar que os instintos da natureza me levem por ai, igual a uma folha recem seca que voa livremente com o vento.
segunda-feira, 5 de março de 2012
"Não tentes terminar a tua vida antes do tempo natural."
Abro uma página qualquer, e eis que me acho em palavras tão simples e impactantes. Como o universo poderia saber que toda tristeza, solidão, angústia, ódio interno, e a depressão estão voltando a minha vida?
Sinto estas palavras ecoarem em meu ser, e me acalmar como se tivessem sido sussuradas ao pé de minha orelha. Não posso não notar o quão doce, e gentil ela soou em minha mente. Não posso ignorar o fato de que ela parece ter sido criada pela minha alma, como se ela gritasse por vida, e ao mesmo tempo implorasse por ela.
E pensar que uma frase tão singela me passou a sensação de um abraço caloroso, e me deu uma esperança no futuro, e na vida presente nele. Se já passei por tudo isso e mais anteriormente, vou sobreviver de novo. E novamente vou tirar forças do meu "complexo de Alexandre, O Grande" ao qual é o de apenas morrer após alcançar a glória.
Quem poderia saber tão bem da minha confusão interna ao ponto de me dirigir tais palavras?
Que outro alguém no mundo poderia me entender tão bem ao ponto de me digirir ao que mais soa com um "please, don't kill yourself tonight"?
Não me lembro do passado, apenas me lembro de quando eu fingia estar bem, e de quando eu chorava pensando em como tirar a vida que me foi dada. Me lembro de sorrir quando queria desabar, e da sensação da garganta se fechando após perder o fôlego num choro desesperado.
Nunca fui de me abalar fácil, mas sim de fugir de psicólogos por medo de compartilhar meus pensamentos ou vida com alguém. Dê explodir numa raiva sem sentido, me quebrando apenas para sentir que estava viva. Até que nada funcionava, e a vontade de parar de viver aumentou.
O tempo passou, a inércia chegou e após a sua partida fui normal por uns anos. Pequenos anos, mas que preencheram uma vida. E agora sinto que essa vida voltou a ser ameaçada, e o pior de tudo, por eu mesma, pela minha mente, e pelas minhas mãos!
"Não tentes terminar a tua vida antes do tempo natural."
E após mais um dos choros que fazem o coração parar, me deparo com isso. Pobre alma aquela que está compativel comigo nesses surtos
depressivos, tão pesado deve ser o fardo em seus ombros, em sua vida.
E pensar que uma frase tão singela me passou a sensação de um abraço caloroso, e me deu uma esperança no futuro, e na vida presente nele. Se já passei por tudo isso e mais anteriormente, vou sobreviver de novo. E novamente vou tirar forças do meu "complexo de Alexandre, O Grande" ao qual é o de apenas morrer após alcançar a glória.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Quando o Sol gelou.
E lá estava você, sentada na grama; isolada do mundo. Encolheu e apenas sentiu o vento cortar sua pele. E o Sol; mas que belo e potente Sol; este fez evaporar a umidade de seus cílios após o choro. O céu e o mundo nunca esteve tão vazio para você como naquele momento. Era como se todas as células do universo tivessem conhecido o fim de sua mortalidade. Não havia mais nada para ti, apenas o não vivo, ou não reagente.
Estranho era conseguir ver tantos rostos ao seu redor ao fechar os olhos. Tantas luzes, felicidade, e vida. Talvez os seus olhos estivessem falhando, e só mostrando a realidade quando deveriam mostrar o nada - pensou consigo mesma. Mas eis que um pequeno pensamento a pos a chorar novamente. "Se minha visão só estivessem falhando, eu não estaira sentada aqui sem sentir no mínimo o calor de alguém próximo, não estou cega, apenas sozinha com memórias."
Ela chorou até sua mente ficar em branco, até o fôlego acabar e, até que o pôr-do-sol chegou até ela. Quem poderia dizer que aquela grande bola de explosões nucleares poderia acalmar aquele fraco coração abalado. Mesmo ele estando tão longe, conseguiu mostrar para ela que ali havia vida, pois havia ali um calor mais forte que o maternal.
Finalmente ela conseguiu ficar em paz. Ela não se importava mais com o fato de que a tristeza e o vazio dentro dela continuavam vivos mesmo após anos. Nada mais importava, pois aquele mero calor que a havia atingido minutos atras mostrou que o muro que a separava do resto do mundo podia ser ultrapassado ou até mesmo quebrado. Tijolo por tijolo, até que seu verdadeiro eu que era tão forte quanto explosões solares fosse liberto, e atingisse a todos.
Estranho era conseguir ver tantos rostos ao seu redor ao fechar os olhos. Tantas luzes, felicidade, e vida. Talvez os seus olhos estivessem falhando, e só mostrando a realidade quando deveriam mostrar o nada - pensou consigo mesma. Mas eis que um pequeno pensamento a pos a chorar novamente. "Se minha visão só estivessem falhando, eu não estaira sentada aqui sem sentir no mínimo o calor de alguém próximo, não estou cega, apenas sozinha com memórias."
Ela chorou até sua mente ficar em branco, até o fôlego acabar e, até que o pôr-do-sol chegou até ela. Quem poderia dizer que aquela grande bola de explosões nucleares poderia acalmar aquele fraco coração abalado. Mesmo ele estando tão longe, conseguiu mostrar para ela que ali havia vida, pois havia ali um calor mais forte que o maternal.
Finalmente ela conseguiu ficar em paz. Ela não se importava mais com o fato de que a tristeza e o vazio dentro dela continuavam vivos mesmo após anos. Nada mais importava, pois aquele mero calor que a havia atingido minutos atras mostrou que o muro que a separava do resto do mundo podia ser ultrapassado ou até mesmo quebrado. Tijolo por tijolo, até que seu verdadeiro eu que era tão forte quanto explosões solares fosse liberto, e atingisse a todos.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Love Kills.
E foi assim que tudo recomeçou, com um olhar escondido sob a luz do luar. Dois corações em suas mãos, e uma lágrima repreendida junto de um sorriso. A decepção deixada clara a cada palavras que soava de sua boca, que à repreendia por cada vez que virou as costas e o repeliu. Mal ele sabia que ela sofria com seu próprio escudo. Vergonha do que se foi, e do que restou. De cada ato, e não-ato cometido. Vergonha da própria essência especializada em fugir. E essa vergonha pairava no ar, e contagiava o ambiente. Ela por ser tão infantil e medrosa a ponto de repelir tudo, e ele de explodir em emoções contráditórias que não expressavam a verdadeira vontade dele.
E quando um dos corações estáva preste a explodir, tudo mudou. A nova posição da lua os influenciou como as marés. Toda a pressão anterior agora se foi, e apenas o som do silêncio se fez presente. Parados encarando um ao outro, como se fossem dois animais com medo do predador que não consegue fazer nada além de respirar. E assim ficaram, até que seus corações retornaram a bater saudavelmente. Agora eles eram novamente o casal que se compreende por um sorriso, seja ele reproduzido pelos olhos ou pelos lábios.
Aos poucos o amor retornou, e com ele a compreensão mútua. Retornaram a ser o que eram antes da maré alta da lua forçar seus sentimentos mais escuros sobre o outro. Com isso o fim trágico foi adiado novamente. Ainda existiam dois corações batendo nas mãos do destino. Dois corações que conhecem o amor, e que terão o sofrimento em seu futuro por causa dele. Mas que vão saber aproveitar cada sorriso secreto compartilhado por sonhos, e que depois desse futuro não vão ter o arrependimento de ter perdido algo no caminho pesando em suas consciências.
E quando um dos corações estáva preste a explodir, tudo mudou. A nova posição da lua os influenciou como as marés. Toda a pressão anterior agora se foi, e apenas o som do silêncio se fez presente. Parados encarando um ao outro, como se fossem dois animais com medo do predador que não consegue fazer nada além de respirar. E assim ficaram, até que seus corações retornaram a bater saudavelmente. Agora eles eram novamente o casal que se compreende por um sorriso, seja ele reproduzido pelos olhos ou pelos lábios.
Aos poucos o amor retornou, e com ele a compreensão mútua. Retornaram a ser o que eram antes da maré alta da lua forçar seus sentimentos mais escuros sobre o outro. Com isso o fim trágico foi adiado novamente. Ainda existiam dois corações batendo nas mãos do destino. Dois corações que conhecem o amor, e que terão o sofrimento em seu futuro por causa dele. Mas que vão saber aproveitar cada sorriso secreto compartilhado por sonhos, e que depois desse futuro não vão ter o arrependimento de ter perdido algo no caminho pesando em suas consciências.
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