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domingo, 22 de setembro de 2013

Ode à nostalgia.

Mantenha junto a ti todos os meus sorrisos, e toda minha força. Me mantenha viva em sua mente, mesmo que neste momento eu seja apenas carne se esvaindo e ossos aparecendo. E toda vez que você perder o chão e sentir o vento te circular, volte na memória ao exato instante que eu te ensinei que estabilidade é algo incerto e monótono, e que a vida deve ser aproveitava sem ter os pés fixos no chão ao embalar de uma rede.

Me guarde como eu fui em vida, e não ao final dela. Sempre serei o exemplo de persistência e superação, mas ás vezes o vidro que separa  o forte do fraco pode ser atingido por um beijo de escarro da vida. Mas acima de tudo, se ame forte como eu sempre te amei. Com cada palavra de afeto ou palavrão. Com toda tristeza e solidão. A vida não é bela aos olhos de ninguém, ela só se torna tolerável quando você cria a sua própria visão.

Por isso não lhe peço que me veja em cada esquina à luz do luar, mas apenas naquelas noites especiais banhadas pelo aroma de damas-da-noite ao desabrochar. Não se obrigue a gostar de café além do aroma que era típico da minha casa, apenas me guarde num lugar especial no seu olfato como aquele confortável perfume de nostalgia. Guarde para mim todos os beijos, que um dia eu voltarei. Não como vida, talvez como exemplo de depressão. Mas um dia eu garanto que eu voltarei para alterar o seu mundo e te ensinar uma nova visão.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Memento Mori.

E mais uma vez aqui você e eu, sentados olhando as estrelas. Nossos corpos estão ficam tão gélidos quanto o de fétidos cadaveres, mas tudo bem já que estamos juntos. O frio extremo invernal parece apenas um sopro refrescante nesse instante. Hipotermia? Foda-se isso, prefiro passar mal de frio ao seu lado do que ser feliz sozinho no verão infernal deste país tropical.

A única coisa que me gela a espinha é quando você brinca com meus cabelos com seus finos dedos congelantes. Mas toda vez que suas digitais são pressionadas contra minha fraca carne, sinto minha alma ser queimada. Devo ter chegado ao ponto em que ser amado é tão bom que não importa as dores.

E como sempre a noite chegou ao seu apice. A lua sofredora apareceu no céu. E embalados pelo som das estrelas começamos a nossa Danse Macabre. Em passos ritmados deixamos de tocar o chão, pisando apenas no que deixamos para trás da vida corporea. Vejo agora suas rubras maçãs mudarem de cor, e a ficarem mais expressivas graças ao seu sorriso geral pela batida que altera o que sobrou dos seus batimentos cardiacos.

Bata palmas três vezes, agora um plié, em seguida gire e caia. Está tudo pronto, nada mais sobrou. Deitados em campos de rosas mortas seremos banhados pela lua. A pigmentação escura das pétalas prestes a se despedaçar irá envolver os nossos olhos. No escuro seguiremos dançando, e celebrando nossos últimos minutos de alegria viva.

Abra bem os seus olhos. Atice seus instintos. Sinta o doce aroma da morte ao seu redor, e observe tudo ficar mais belo. A eternidade não tem uma gosto bom?